Cães de ajuda social

Cães de ajuda social

Há uma associação que “cede “gratuitamente cães treinados para apoiarem quem, por algum motivo, tem um atestado médico de incapacidade multiusos. Pode ser uma pessoa com demência, uma criança com autismo, alguém com artrite reumatoide ou quem vive em cadeira de rodas, por exemplo. Há inúmeros potenciais beneficiários, mas sendo uma IPSS, sem fins lucrativos, só consegue treinar à volta de uma dezena de cães por ano. Passa à frente quem mais beneficia. Chama-se Ânimas.

Às vezes pedem-nos cães para apoio emocional, ora isso não. Tem de ser alguém legalmente incapacitado, senão é um animal de companhia”, a explicação é de Abílio Leite presidente da associação Ânimas, Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social. É quem atende o telefone que surge no site da associação na internet, “é o que faz sermos todos voluntários”, ri-se, “o presidente também é telefonista”.

No essencial, esta associação, com sede no Porto, é uma grande escola. Treina cachorros de forma a poderem ser auxiliares de vida de pessoas que não têm total autonomia devido a problemas físicos ou mentais. Também dá cursos e apoia investigação.

Os cães são “cedidos”, como Abílio Leite faz questão de dizer. Quer isto dizer que se por algum motivo o “beneficiário” não puder mantê-lo por algum período, a associação reassume sempre esse papel.

Ainda a semana passada recolhemos o cão de uma pessoa que foi hospitalizada, o cão ficou com o segurança do hospital e fomos lá buscá-lo``.

Abílio Leite conta que o mesmo pode acontecer quando o animal chega à altura de se reformar, “mas felizmente até hoje ninguém nos devolveu o cão”.

Nesta conversa, o presidente da Ânimas dá ainda conta de uma dificuldade inesperada: “Às vezes, só falta as pessoas quererem que o cão vá ao multibanco, insira o cartão, digite o código e retire o dinheiro!”

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